Três colheres de pó e três de açúcar. Meio bule de água, fogo médio e um bocado de atenção pro café não derramar: a receita da felicidade. Só precisa de uma companhia, umas almofadas bem fofas e disposição para ser e estar. Esteja você numa noite fria em Chapecó, ou numa manhã ensolarada na Itália. Não importa. Na verdade, a felicidade reside em ser, não em estar. Reside em preparar um pouco de café, assoprar a fumacinha e saborear. Mesmo que na cozinha de sua própria casa.

Dizem que é feliz quem vai à índia, ou à Londres, ou à Paris… Mas o café é o mesmo nesses lugares. O sol nasce, desce e some, lá e aqui, todos os dias. E a morte encontra a todos, sem exceção, mesmo que fujam pelo oceano. Para mim é feliz quem sabe que está vivo. Quem faz da própria existência uma viagem inesquecível. Com escaladas para trocar telhas, mochilões até o trabalho e loucas aventuras no happy hour de sexta. Isso só pra começar.

A felicidade é a mensagem de bom dia cheia de amor. É o sorriso da sua colega de trabalho que acordou bem-humorada. É o vizinho que vagueou a garagem do condomínio; e a sua mãe dizendo: “Da próxima vê se me atende mais rápido“, logo antes de desligar o celular. Não é preciso ir longe demais, apenas olhar para mais perto, com mais atenção, sem perder os detalhes. Assim que se viaja gestos, abraços e olhares.

Claro, nem sempre os dias são bons. Às vezes falta um tiquinho de açúcar, eu exagero na água, escorre por todo o fogão. Mas isso é só falta de atenção. A receita, essa eu garanto: é infalível. Untitled-1

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