A morte chegou de viagem e desfez as malas na minha sala estar
Estava cansada de visitar doentes e os entristecidos
Teceu seu ninho de dor e repousou sobre ele, no sofá
Bem onde sentam parentes e os velhos amigos.

Prometeu que ficaria pouco, tinha agenda a cumprir
Mas uma noite bastou. Pois minha avozinha, tão linda,
Sentou-se no colo da morte sem reparar que o fazia
E teve a partida marcada
Passagem só de ida.

Ó, viajante maldita
Quantos dos que levaste contigo
Mereciam tempo e lugar
No trem desta vida.

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